One Hit Wonders Instantâneos

22 02 2008

Recentemente Scott Adams, criador de Dilbert, lançou no seu blog o repto aos leitores de criarem uma letra de música, ao estilo beatles ou David Bowie, onde ideias desconexas conseguem soar bem.

Os leitores aderiram em massa, e uma banda alemã chamada RIVO DREI deu o passo seguinte e transformou uma molhada de frases soltas (e que por si só não fazem o mínimo sentido) numa canção pop bem melhor do que muita porcaria que pulula nas playlists das rádios e tv’s.

Fica aqui o video, e a letra. O repto está mais abaixo.

She Amazed Me
————————

She had runaway eyes and marshmallow kittens.
My heart heard a dream like ten thousand mittens.

A tear in her hand
She spread deja-vu all across the land.

br:
She spinned round and round with a frog in her ear
Whispering fountains and rocks she couldn’t hear

ch:
Oh, she amazed me!
With her love, she tazed me.
Oh, she amazed me!
And it escapes me
how she outer spaced me.

Too many times I have seen the thunder
Flashes of sound, soul-rending sunder

A letter colored blue…
Now the nine bells are ringin’ and singin’ it too

br:
She spinned round and round with a frog in her ear
Whispering fountains and rocks she couldn’t hear

ch:
Oh, she amazed me!
With her love, she tazed me.
Oh, she amazed me!
And it escapes me
how she outer spaced me.

br:
Little did she know they were coming too soon,
Both those kittens ran off to the moon

ch:
Oh, she amazed me!
With her love, she tazed me.
Oh, she amazed me!
And it escapes me
how she outer spaced me.
Oh, she amazed me!
With her love, she tazed me.
Oh, she amazed me!
With splendid reprisal, she took to the sky.
My tear drops asunder. No shadow. No cry.
Apple core ostriches dancing like fairies.
And it escapes me
how she outer spaced me.

AGORA  O REPTO:

Vamos fazer o mesmo, mas em Português.

Antes que me venham com “ah e tal, as bandas portuguesas não utilizam ideias desconexas nas suas letras”, eu tenho algumas palavras para vocês:

TORANJA. TIAGO BETTENCOURT. OIO AI

Tudo coisas que não são nada.

Por isso, deixem-se de mariquices e toca a participar no próximo hit português.

As regras são simples, vou copiar o shôr Adams:

1. A estrofe não deve ter mais que duas linhas.

2. Deve ser gramaticalmente correcta.

3. Deve parecer que tem um significado profundo para alguém.

4. Evitem palavras cacofónicas ou complicadas de cantar.

5. Especifiquem em que parte da letra a estrofe pertence (refrão, corpo, pré refrão, etc…).

6. Deve parecer que é parte de uma história de amor ou da vida, mas não demasiado específica para depois ser ligada ao resto.

E tal como o shôr Adams, eu dou o mote

“nomes de código apagam a escuridão

retalhos de rádio adornam paixão”

Dá-le.





Skippy, o canguru mais perturbante de todos os tempos

20 02 2008

Lembram-se do skippy?

Skippy, skippy, skippy the bush kangaroo

Não, não estou a falar desse skippy. Falo do sócio da estrelinha, o nosso maricón depressivo favorito.

O Canguru utilizou o blog da estrelinha para mandar um profundíssimo “acto reflectante” sobre… coisas.

Vou analisar a obra literária (sou eu que sou mesmo muito rebarbado, ou quando se diz “vou analisar” soa sempre a anuncio de actividade sodomita?)

“Estamos em pleno século XXI e, diga-se de passagem, nunca se viveram dias melhores. Não falo da política, nem do desporto, nem tão pouco dos temas que exacerbam mentes corruptas, que o “sal já não consegue salgar”.

Ora bem… “…temas que exacerbam mentes corruptas”?

mas tipo “epá isto está mêmo bom é para executar temáticas que pululam encéfalos pervertidos”?

ou é tipo ironicamente, e o que estás a tentar dizer é algo do género: “oh Deus, por Deus… como deixasteis chegar as mentes dos nossos irmãos a esta insipiência que consome a fé dos Homens e nos torna em pecadores?!?”

O assunto é de outra ordem, de outros caprichos, de outro emblemático problema.

Os problemas emblemáticos são coisas que sempre despertaram interesse em mim.

Aqueles que outrora foram aclamados como “o peito ilustre lusitano” e dos quais foram exaltadas inúmeras qualidades, viveram sempre na via do defeito.

Hã?

Via do defeito? Isso é tipo via sacra?

O defeito de expelir a dissemelhança, desaprovar a desigualdade, desprezar o que é diferente. Podê-lo-ia repetir vezes sem conta, de outros modos, mas estaria a ser diferente. Diferente de quê? Ou diferente de quem?

Ah bom… Afinal é aquela cena da discriminação dos maricones e mai não sei quê.

Por acaso isso até é coisa que me incomoda, porque é muito melhor para todos se houver reciprocidade, para um gajo não se sentir à parte. e reparem que eu utilizei a expressão “maricones” e não “gays” porque “gay”, na génese significa “alegre”, e “alegre” faz-me lembrar cláudio ramos e josé castelo branco. E eu não gosto de lembrar essas figuras.

A nossa sociedade vive de padrões. Padrões preconceituosos que definem a liberdade de cada um de nós no seu meio. Todos podemos ser diferentes, mas nunca diferentes. Contraditória a expressão, mas não a sua explicação.

Ena… temos rap: expressão, explicação, discriminação, emoção. yo.

Isto começa-me a cheirar a matrix… padrões que definem a liberdade de cada um no seu meio? Onde está o maricón keanu quando é preciso?

e já agora esclareçam-me: quando o canguru se refere a “meio”, é tipo a nível social, ou é meio como “no meio das pernas” (ou no meio do nalguedo, vá.)?

É certa e plenamente aceite a existência de mulheres “donas de casa”, e de homens “trolhas”, que, passo a redundância, são diferentes. Mas será tão certa e aceite, uma situação onde se invertam os papéis? É claro que não. Diferente não. Ou porque ela simplesmente não é homem, e o lugar dela não é nas obras, ou porque ele é um “pau mandado” e faz tudo o que a mulher quer.

Havia de ser giro: Os prédios totalmente infestados de bibelots e joias nas fachadas cor-de-rosa, e os putos a comerem uma dieta exclusivamente à base de coisas que se fazem no micro-ondas, e batidos de coisas que não misturam com o leite, como por exemplo, torresmos.

Bom exemplo, meu bravo!

Evidentemente que o “Zé Povinho” não se apraza apenas com uma mera imposição de carácter laboral.

Torna-se evidente pelo discurso, que este canguru vem da tundra do leste europeu.

O condicionamento da liberdade vai mais longe. Debrucemo-nos sobre a moda. Todos podemos escolher a roupa que usamos, os sapatos que calçamos, e tudo o que esteja relacionado com o nosso estilo perante a vida. De forma alguma eu me atreveria a colocar anteriormente “podemos escolher livremente”. E porquê? Porque estamos mais uma vez condicionados aos olhos da sociedade.

Blá blá blá… A conversa dos maricones vai sempre parar à moda, porque isso sim, é ser verdadeiramente “gente”.

Porque sabemos que se forem ultrapassados determinados limites, far-se-á troça ou simplesmente desprezar-se-á o que não é igual.
Poderia escrever, deste texto, várias páginas a exemplificar o quão gratificante é viver nesta sociedade. Facilmente se detecta a ironia neste pensamento, que mais não é que o desabafo de um vulgar mortal num mundo de comuns mortais. “I have a dream…” dizia Martin Luther King. Será que em cada um dos Portugueses também há? Será que Portugal ainda tem sonhos? Ou estamos condenados à imortalidade da via do defeito? Eu tenho um sonho. Ser diferente e continuar a ser gente…”

Eu estou condenado à via do defeito. Até porque as vias em Portugal estão em muito mau estado, e toda a gente sabe que têm imensos defeitos de planeamento e construção, nomeadamente a nível da impermeabilização dos solos e do corte das linhas de água, mas também a nível da preparação e compactação dos solos antes da construção.

Por isso, vou continuar a seguir a via do defeito, até porque a via da virtude não é muito apelativa, já que para ser virtuoso aparentemente tenho que ficar a limpar a casa e a fazer batidos de salsicha, e vestir cores dignas de coletes de sinalização, e casacos de pele de animais em via de extinção, com folhos e lantejoulas, e sapatos de pele de ornitorrinco com fivelas forradas a nubuck.

Ah, e tinha que levar no próprio…

Não me parece.

mesmo.





legazidade… legalele…

19 02 2008

Não só foi preciso apanhar montes de balanço para conseguir entoar algo que se assemelha à palavra, como este senhor é o primeiro ser humano a falar a mais recente língua: o AFRO-LELO, que é uma delicada mistura do ritmo da fala dos PALOPS com a entoação cigana, isto tudo adornado por elementos dançáveis de hiphop.

Mais uma nota de pioneirismo deste blog.

Toma lá e embrulha.

Vai lá vai… Proud supporters of the “legazide Afro-Lelo” movement.




prémios e mai não sei quê

14 02 2008

Pois então diz que ganhei mais um prémio. E eu tudo bem…

A camarada Karvela nomeou este blog como um dos 10 mais sexys da blogosfera. E eu tudo bem…

EXCEPTO

A imagem do prémio é uma florzinha… Gay factor +90, o que me impede de a reproduzir neste espaço homofóbico.

Por isso mato já aqui a tradição. Nada de florzinhas gays. Querem mandar flores, mandem a floribela com o novo look à pornstar. A testar, gostaria de estar nos primeiros 10.000 e isso é mais difícil a cada hora que passa, por isso, façam o obséquio.

E PARA ACABAR…

o motivo pelo qual não tenho actualizado o blog, não é, ao contrário do que tem vindo a ser noticiado na comunicação social, e passo a citar “Mack encontrou a paz e a harmonia quando encontrou Jesus. Ao abraçar a religião Mack tornou-se num ser humano menos mau”.

Tretas. Não digo que não venha a abraçar uma ou várias religiões, mas garantidamente será para lhes aplicar um poderoso powerslam logo de seguida, entenda-se.

Não tenho actualizado o blog porque tenho preguiça mesmo. De escrever. É enfadonho.

E é por isso que eu não entendo o propósito do pitês. A raça pítica que desenvolveu a linguagem com propósito de poupar letras ao escrever* (ixo, dixexe, e mais outrax), mas depressa transformou o Pitês numa espécie de Crioulo misturado com Basco. Parabéns. Agora para escrever palavras como “menino” é necessário conjugar as letras da seguinte forma “mehninuuh”. Serviço público: Relembro aos criadores do Pitês que a ideia era reduzir o número de caracteres utilizados.

A todos os falantes do Pitês: Daaah *mack gesticula com a mão de palma aberta em frente à cara em movimento de vai-e-vem a 40º*

Voltando ao motivo pelo qual não tenho actualizado este estabelecimento de alterne:

- Escrever é fatela

- Video é fixe: Só que preciso de arranjar uma máscara de pano como as destes gajos

Sendo pouco dotado para a costura, agradeço que quem o seja me envie uma máscara destas. E uma boina.

Eu trato das bandeiras.

* Estudos recentes mostram que muitos caracteres estão em vias de extinção – à excepção do “x” e do “h”. Faça a sua parte, utilize o “x” e o “h”, ajudando assim a promover a redução do abate desnecessário de “s” e “o” e outros caracteres inocentes. Ajude a mudar o mundo. Vá lá…