Ah… o plágio

30 06 2008

Tenho grande aversão ao plágio. A malta que navega na área da criatividade e da propriedade intelectual geralmente é assim… Ainda  por cima eu um dia achei que seria fixe fazer um copy/paste de uma frase da internet para um trabalho da faculdade, escusado será dizer, que levei uma rebocada descomunal, e só não tive zero porque era o primeiro trabalho e porque me deram a abébia de eu ser Português e o sistema de ensino ser mais… vá, descontraído por cá. Desde esse dia tansformei-me num fundamentalista anti-plágio. Inspiração é uma coisa, o plágio é diferente e é descarado. Mas isto tudo porquê?

Vi, sem querer (juro) um videoclip de uma banda portuguesa e fiquei pregado ao ecrã com o queixo a arrastar pelo chão. Não, não havia gajas nuas, e não, a música não era boa. Nem o videoclip. Aliás o videoclip é particularmente mau.

Fiquei pregado ao ecrã porque a banda era nem mais, nem menos, do que uma nova incarnação do “esquadrão G”. A sério. Todos eles transpiravam a chanell e louis vuitton. Até a porra do videoclip é feito dentro de um roupeiro. Mas pior do que isso, é que o baixista da banda é o Liedson.

Sim o Liedson, o 31. o que resolve. O levezinho (e agora entendo finalmente porque é que lhe chamam levezinho, e eu a pensar que era só dor de corno)

Duvidam?

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Se calhar não é a cara-chapada…

Fui logo à net descobrir mais sobre os meninos.

A banda chama-se “sugarleaf” e dei com a capa do álbum deles

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nada mal, para o que se vê por aí.

Mas espera… onde é que eu já vi isto?

Será um plágio do trabalho do Scott Hansen? não pode… tá bem que o gajo é um artista internacional e nunca iria dar com isto…

Mas espera, estamos a falar do mesmo Scott Hansen que esteve à pouquissimo tempo no festival OFFF em Lisboa? É pá… isso era ter cojones de inox.

Deve ser impressão minha. Deve ser isso. Vai na volta, o Scott é que plagiou os sugarleaf (NOT!)

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Ah o plágio… porquê reinventar a roda, não é?

e agora, para vosso deleite musical:

P.S.: Reparei agora que a gaja do vídeo é uma pita peneirosa (e feiosa, mas isso são gostos) dos morangos com açúcar.

E a letra… Por Tutatis, a letra…





não deixam um gajo amaricar um bocado

29 06 2008

Abro a visão desta semana e o que é que eu encontro?

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Uma amostra de cremezinhos para homens.

“Anti-acordares difíceis”… hummm, parece-me interessante, já que todos os meus acordares são difíceis. (eu juro que bato na próxima pessoa que me diga “isso é uma questão de hábito” – ando à 6 ou 7 anos a acordar à mesma hora e ainda não me habituei, por isso não me venham dizer que é uma questão de hábito – a minha teoria é que eu estou no fuso horário errado).

Adiante.

A primeira reacção foi “que paneleirice”. A segunda foi “Aíshhh, curte só o ar janado do gajo dos perdidos… esta merda deve dar uma moca do caraças!”.

Penso, num momento de fraqueza, “bem, já entrei nos trintas, é melhor começar a preocupar-me com estas paneleirices”

Saco o pacotinho da revista e viro-o, naquela de ver como é que esta merda se usa.

E aqui começa o verdadeiro problema:

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Isto tudo para provar duas coisas:

1º Estas coisas são idealizadas por mulheres e/ou paneleiros.

2º Estas coisas são destinadas a paneleiros.

ora vejamos porquê:

  • não há, em sítio nenhum no pacote ou no anúncio qualquer espécie de instrução de como se usa a merda do cremezinho. Nem como, nem quando, nem merda nenhuma. Toda a gente sabe que as mulheres vêm com software de origem que sabe lidar com cremes e maquilhagem e essas coisas de gaja. O que nem toda a gente sabe, é que os paneleiros também, por isso, ao deixar de parte qualquer instrução, o target do produto nunca, mas nunca mesmo, podem ser os homens.

    Nós vimos preparados de origem para rebentar com coisas, pôr máquinas a funcionar e todas as tarefas que necessitem de um mínimo de destreza mecânica aliada a força bruta. Não vimos preparados para mexer em cremes, a não ser que seja valvoline ou massa consistente.

  • Pôr um gajo na capa (que deve ser um sex symbol, a julgar pelas atitudes histéricas das mulheres do meu local de trabalho – deixem-me acrescentar que os homens têm sempre o ónus da rebarba, mas mulheres com o pito aos saltos é uma coisa capaz de traumatizar até o maior machão.)
    Dizia eu, pôr um gajo a fazer a publicidade a um creme para homens, não é marketing que se apresente. Isso funciona se o target forem mulheres e/ou paneleiros, e visto isto não ser um creme para mulheres (excepto daquelas da barba rija que gostam de lavar pratos) presumo que o target sejam as libelinhas. Eu ‘tou-me a cagar para o ar do gajo dos perdidos. Simplesmente se o achar mais giro que eu (alguma vez…), eu vou dizer que ele é paneleiro. É assim que a coisa funciona. Agora se a ideia fosse publicitar um produto para gajos, punham um gajo feio comó caraças, ou ainda pior, punham o petit com duas matulonas descascadas atracadas a ele, tipo naquela que este creme faz com que o maior mataruano seja um sex-magnet. Isso sim é publicidade. Enganosa, mas pelo menos vende o produto.

Estes marketers são mesmo clueless.

Gajas e crispins/ramos/estrelinhas que lêem este blog, faxavôr de me explicar como é que esta merda se usa.

Obrigados.





‘tiveste bem ó Arcebispo

25 06 2008

fico lixado quando alguém me ganha na linha da meta, mas tenho que admitir que o Arcebispo de cantuária esteve bem. Ainda por cima, fez-me rir, coisa que tem sido rara nos últimos tempos.

Ide ver o post





não dá para andar calado

5 06 2008

Eu não queria mesmo… e ainda por cima como tenho andado ocupado, tem sido possível.

Deixei passar em branco o ensaio literário “os meus cereais favoritos“. Deixei porque achei que era a pressão de manter os seus leitores actualizados. Nada mais importante nos dias que correm, do que saber quais são os cereais que os verdadeiros campeões comem.

Pelo meio tenho feito vista grossa ao chorrilho de bacoradas, lugares comuns e masturbações de ego do raminhos.

mas o outro… o que é, no mundo da moda, um verdadeiro (nas suas próprias palavras) “visual mershandiser“…

não sei o que é. se fosse visual merchandiser, basicamente é o gajo que pendura as bolas e as fitas de natal e os corações no dia dos namorados, nas lojas.

agora mershandiser… epá, juro que não encontrei, nem mesmo na wikipedia. A única coisa que posso deduzir é que um dos requisitos para ser mershandiser não é ser literado.

depois decidi explorar o novo blog do mestre cris. (boa iniciativa essa de anunciar os serviços profissionais num blog… nos dias que correm sabe-se lá a falta que vão fazer os 6 euros anuais para adquirir um domínio… ou será que fashionadvisercrispim.com já está registado?)

então dissecando o site do mershandiser, eis o que encontramos:

- conselhos para as gajas com mamas grandes, nomeadamente para esconder as mesmas… (nenhum gajo que se preze daria um conselho desses. por isso, o que deveria lá estar era: “se tem mamas grandes, deve usar decotes proporcionais: quanto maior forem as mamas, maior o decote”)

- Que cor de meias usar com diversas cores de fato. Foda-se! gajo que é gajo usa meia turca branca com raquetes e mai nada.

- um post que me deu 3 nós mentais, intitulado “se usar decote não mostre as pernas nem a barriga e vice versa”. Isto exige reflecção: ora bem… se usar decote não mostre as pernas nem a barriga, e até aqui tudo bem… (à excepção que é um conselho indubitavelmente gayzola)

Agora a parte do vice versa é que me derreteu o neurónio… Então fica “se usar pernas ou barriga não mostre o decote”? “se usar pernas não mostre a barriga e o decote”? “se usar barriga não mostre as pernas ou o decote”?

e pode-se mostrar a barriga e as pernas ao mesmo tempo?

e quem fiscaliza?

e na praia? burka?

tantas perguntas, tão poucos neurónios.

adiante:

- uma micro-sessão de bitching por causa das tatuagens, e como tem sempre que piorar as coisas, usou a angelina jolie para ilustrar que as tatuagens ficam mal. Com tanta gaja cheia de rabiscos na omoplata ou mesmo antes da linha-de-pintelheira-assim-a-descaír-para-o-lado, ou ao cimo da peida, tinha que ir buscar um símbolo sexual para ilustrar a embirração do menino…

- Diz ele: “Uma pessoa que use demasiados objectos monogramados pode tornar-se bastante ostensiva, o resultado é o excesso que se ira tornar deselegante, principalmente quando é um homem a usar!”

Foda-se, mas que homem usa merdas destas?

nenhum. ponto.

- Fala de outra merda mítica, chamada no mundo da moda de “trench coat”, ou como se diz em portugal GABARDINA!… mas trench coat é tão mais fino e sofisticado… que caturreira, é piramidal.

- mais paneleirices: “DICAS PARA PESSOAS PETIT”… primeiro, petit não é uma pessoa, é um pitbull. Segundo, petit por terras lusas diz-se “pequenas”. mas petit é tão mais fino e sofisticado… que caturreira, é piramidal.

- Fala também em lenços e encharpes. para quem não sabe, uma encharpe é uma écharpe mas com o nariz entupido. Ou então é um pano amaricado para enrolar na enchada, ainda não consegui aferir.

- para não me alongar mais, tudo o resto é um chorrilho de mariquices e paneleirices várias, com póchetes, mariconeras, folhos, lantejoulas e tudo o resto, mas uma coisa que eu gostei mesmo muito foi a condensação do conceito de “moda” num verdadeiro mantra para a vida:

Moda é a tendência de consumo da actualidade.

A moda é composta de diversos estilos que podem

ter sido influenciados sob diversos aspectos.

que é assim como quem diz: “moda são tipo cenas que vem tipo de outras cenas e que a malta compra e depois usa”

E porque me sentiria uma fraude sem tentar copiar o mestre nalguma coisa, inspirado na sua auto-descrição profissional “-personnal stlyling -crítico de moda -manequim -produtor de moda -vitrinista/visual mershandiser”, vou fazer o mesmo.

Mack – personal insulter – crítico de críticos de moda – manequim automobilizado – produtor de produções – observador de vitrines de animatrógrafo/visual mercheromero.